A história do Grupo Revivendo a Vida começa na década de 2000 quando um grupo de senhoras solicitou a Instituição de Ensino Superior, Uniritter, que fossem alfabetizadas. Neste período, as atividades desenvolvidas com o grupo de senhoras eram atividades recreativas, culturais e de lazer. As pessoas envolvidas nesse projeto eram acadêmicas dos cursos de Pedagogia e de Letras, coordenados e orientados por uma professora.
Além do condomínio onde se encontrava o grupo, outros espaços de nossa cidade também eram contemplados com atividades culturais, dentre esses espaços atendidos figuravam o Hospital Santo Antônio, o Presídio Feminino Madre Pelletier, a Empresa de Viação Ouro e Prata, o Residencial Menino Deus, e algumas creches comunitárias. Esta realidade se alterou em 2003, com o pedido de uma das senhoras (na época com 74 anos) para ser alfabetizada. Iniciaram as aulas de alfabetização nas dependências da instituição com a supervisão do curso de Pedagogia. O grupo passou a ser nominado como Grupo de Alfabetização e Pós-alfabetização. A partir de então, as atividades deixaram de ser somente assistenciais e sim educacionais. Ou seja, alfabetização. E o NEPeC Núcleo de Educação Permanente e comunitária vinculado a Pró-Reitoria de Pesquisa e Extensão do UniRitter passou a desenvolver este trabalho comunitário com uma abordagem mais educativa.Os protagonistas desta história têm trajetórias de vida interessantes e possuem pontos em comum, entre eles a vontade de aprender, a alegria de superação dos desafios da idade e a garra de se fazerem reconhecidos como sujeitos de suas vidas. Alguns chamam de Melhor Idade, Terceira Idade, Idosos, Mais experientes...
A construção de uma velhice bem-sucedida em uma sociedade que super valoriza a imagem do novo, que exclui os pobres, os índios, os negros, os diferentes, as mulheres e os velhos, ou seja limitando este grupo de pessoas a usufruir de seus direitos e benefícios essenciais, bem como de participar ativamente como cidadãos. Entretanto é uma sociedade que se nomeia do conhecimento, ou ainda, uma sociedade aprendente. Dessa forma, sugere que estamos sempre aprendendo e que todos os tempos são tempos para aprender. E o Grupo Revivendo a Vida anuncia que é possível adaptar-se a esta nova fase da vida, reelaborando as perdas e os sofrimentos e abrindo-se a novas aquisições.
Aprendo muito escutando quem tem uma maior vivência ou experiência de vida. Falo dos nossos idosos, nossos pais, tios, amigos, qualquer um que já tenha vivido situações em outras épocas, mas que com certeza farão parte de nossas futuras experiências. Para estes, precisamos olhar de uma forma especial, singela e de reconhecimento da sua importância para a educação e a sociedade em geral. Precisamos ser mais solidários com aqueles que buscam dar seu testemunho de maturidade e lição de vida. Também, encontrar formas para propiciar espaços ampliados de participação deste grupo na cidade e no mundo.
Estou tendo uma rica experiência junto ao Grupo Revivendo a Vida. É maravilhoso, pois em apenas alguns encontros junto a eles vi coisas bonitas e noto a vontade de viver a vida na sua plenitude, independente do tempo, da idade. Nosso papel como educadores é fundamental, pois poderemos propiciar e dinamizar projetos voltados à pedagogia com pessoas de diversos perfis de idades e com diversas experiências de vida. Com certeza todos tem a ganhar com esta troca.
Parabéns,Márcia!
ResponderEliminarEsta matéria é de grande importância para a Educação e também para os demais segmentos da sociedade.